Porque És Tão Dura Contigo? A Raiz Invisível da Autocrítica Feminina
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A autocrítica não nasce connosco.
Ela cresce, lentamente, em terrenos onde a exigência foi maior do que o acolhimento.
Grande parte das mulheres que segue o caminho da sensibilidade e do perfeccionismo emocional aprendeu, desde cedo, a medir o próprio valor através dos olhos dos outros: notas da escola, comportamento, comparações com outras meninas, comentários ao corpo, expectativas familiares, pressão silenciosa para “ser boa”, “ser forte”, “não dar problemas”.
A autocrítica é, muitas vezes, um mecanismo de sobrevivência — uma tentativa de evitar rejeição.
Se eu for perfeita, ninguém me critica.
Se eu me criticar primeiro, ninguém me apanha desprevenida.
Se eu exigir mais de mim, não desiludo ninguém.
O problema é que esta voz torna-se automática.
E tu deixas de perceber quando ela começou… ou quando poderias ter parado.
Hoje, a autocrítica já não te protege — só te magoa.
A cura começa quando perguntas:
“De onde vem esta voz? É realmente minha?”
Porque quase sempre… não é.
É eco antigo de alguém que te queria diferente do que eras.
E tu já não és essa menina.
Agora és mulher.
E podes aprender a falar contigo de outra forma.
Cláudia Grade
Psicóloga e Fundadora da Serena & Forte